Dicas para um bom texto no vestibular
LETRA GRANDE - Numa dissertação de, no mínimo, vinte linhas, se a letra do aluno é muito grande, esse mínimo deve ser ampliado para vinte e cinco, trinta linhas. A razão é óbvia: muitos alunos aumentam a letra para alcançar o mínimo exigido na prova de vestibular.
ESPAÇOS ENTRE AS PALAVRAS - Os espaços em branco entre as palavras é outro recurso muito usado por quem tem dificuldade de escrever. Acontece que os professores encarregados da correção conhecem bem esse truque. Por isso, se você, naturalmente, escreve assim, tente evitar os espaços exagerados entre as palavras. Se não for possível, escreva uma dissertação com bastantes linhas.
LETRA MUITO PEQUENA - Há alunos com letra tão reduzida que, dependendo do caso, o professor, mesmo de óculos, não consegue ler. Pior ainda: o próprio aluno, quando questionado sobre o que escreveu, também não consegue.
LETRA ILEGÍVEL - Às vezes, o aluno demonstra que vai fazer vestibular para Medicina por meio da caligrafia: letra de médico. Para decifrá-la, só pedindo ajuda ao pessoal que trabalha em farmácias. Não se trata de letra feia, mas de escrita ilegível. A sua letra pode ser feia e legível. Neste caso, tudo bem. Dissertação não é um concurso de caligrafia.
INOVAÇÕES EM ALGUMAS LETRAS - Veja se você tem este problema. Alguns alunos exageram na perna do "g" ou do "j", fazendo que ultrapassem os limites da entrelinha, causando transtornos a outras palavras da linha inferior. Fenômeno idêntico acontece à perna do "l" ou do "t", só que no sentido inverso.
O "m", o "n" e o "u" são idênticos, dificultando a leitura de algumas palavras, numa confusão que nem o próprio aluno entende.
Bem, como o alfabeto contém 24 letras e você tem problemas apenas em 7 delas, não há necessidade de enfrentar os "cadernos de caligrafia". Melhore apenas aquelas que enfeiam ou enfeitam a sua escrita.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Dicas de acentuação
Dicas - Acentuação gráfica
<:AtomicElement> Para um melhor aproveitamento deste conteúdo, é aconselhável a revisão de separação silábica e encontros vocálicos.
Muitas vezes, o problema de acentuação não está no desconhecimento da regra, e sim na fala viciosa de algumas palavras. Ex. ru-BRI-ca, ÍN-te-rim. Os tópicos que tratam deste assunto são intitulados ortoépia e prosódia.
As formas verbais terminadas em -I, acrescidas da variante do pronome oblíquo (-LO, -LA, -LOS, -LAS), só serão acentuadas se este -I estiver em hiato e for tônico. Ex. atribuí-lo x parti-lo.
A forma pêra recebe acento diferencial, entretanto seu plural, peras, não recebe acento (pois não existe a forma preposicionada "peras").
As paroxítonas terminadas em -N, quando pluralizadas, não recebem mais acento. Pólen x polens, hífen x hifens.
Tanto as palavras monossílabas quanto as oxítonas terminadas em -A(S), -E(S), -O(S) são acentuadas, entretanto são princípios diferentes que justificam o acento.
As paroxítonas terminadas em -R, -X, -N, -L, são acentuadas. Para se lembras destas terminações, pode-se usar as expressões LoNa RoXa ou RouXiNoL.
As paroxítonas terminadas em ditongo crescente (chamados falsos ditongos), atualmente também estão sendo consideradas como proparoxítonas. Para se optar por uma justificativa ou outra, dá-se prioridade à primeira. Ex. his-tó-ria ou his-tó-ri-a.
As palavras terminadas pelo sufixo -MENTE, -ZINHO(S) ou -ZINHA(S) não recebem acento grave.
<:AtomicElement> Para um melhor aproveitamento deste conteúdo, é aconselhável a revisão de separação silábica e encontros vocálicos.
Muitas vezes, o problema de acentuação não está no desconhecimento da regra, e sim na fala viciosa de algumas palavras. Ex. ru-BRI-ca, ÍN-te-rim. Os tópicos que tratam deste assunto são intitulados ortoépia e prosódia.
As formas verbais terminadas em -I, acrescidas da variante do pronome oblíquo (-LO, -LA, -LOS, -LAS), só serão acentuadas se este -I estiver em hiato e for tônico. Ex. atribuí-lo x parti-lo.
A forma pêra recebe acento diferencial, entretanto seu plural, peras, não recebe acento (pois não existe a forma preposicionada "peras").
As paroxítonas terminadas em -N, quando pluralizadas, não recebem mais acento. Pólen x polens, hífen x hifens.
Tanto as palavras monossílabas quanto as oxítonas terminadas em -A(S), -E(S), -O(S) são acentuadas, entretanto são princípios diferentes que justificam o acento.
As paroxítonas terminadas em -R, -X, -N, -L, são acentuadas. Para se lembras destas terminações, pode-se usar as expressões LoNa RoXa ou RouXiNoL.
As paroxítonas terminadas em ditongo crescente (chamados falsos ditongos), atualmente também estão sendo consideradas como proparoxítonas. Para se optar por uma justificativa ou outra, dá-se prioridade à primeira. Ex. his-tó-ria ou his-tó-ri-a.
As palavras terminadas pelo sufixo -MENTE, -ZINHO(S) ou -ZINHA(S) não recebem acento grave.
domingo, 9 de novembro de 2008
Nos primeiros erros
Estou hoje em minha casa de campo, lugar tão sonhado e conquistado. Normalmente venho somente nas férias, mas aqui estou, em pleno agosto, sentado olhando o tempo e esta grande casa. Casa cheia de boas lembranças, que trazem consigoalgo que me mata por dentro.
_ Papai, papai - gritava Júlia, o meu anjinho, a minha querida filha - Olha aqui esta flor!
_ Que linda! - falei
_ Vamos almoçar, gente.- Ouvi a bela voz de Duda vindo da cozinha, juntamente com aquele excelente cheiro da lasanha que ela trazia.
E era assim todo verão: a gente saía de São Paulo e ia para o campo. Eu tinha um ótimo cargo no Hospital das Clínicas, Duda trabalhava como promôter e a pequena Júlia estudava. Parecia tudo excelente e perfeito.
Chega mais um verão... malas prontas, pegamos a estrada, pois a casa não era muito perto.
Como de costume, na estrada nós cantamos e brincamos. Neste dia estava chovendo. Uma curva... um caminhão na contramão...
Acordei no hospital, dois dias depois, sem me lembrar de nada. Perguntei imediatamente sobre a Duda e Júlia. Havia ao meu lado um médico com um crachá: Dr. João Roberto.
_ Onde estou? Cadê minha mulher e minha filha? - perguntei meio sonolento.
_ O acidente. Não se lembra? - perguntou ele.
Voltam em minha cabeça a música, a chuva, o caminhão e o grito de Duda.
_ Me desculpe, mas...
Eu sabia o que ele iria dizer, pois já havia dito isto algumas vezes. A minha vida tinha acabado. Agora, nem sei o que fazer. Só consigo, em minha memória, ouvir a música com a Duda cantando, em sua última alegria: " Se um dia eu pudesse ver/ meu passado inteiro/ e fizesse parar de chover/ nos primeiros erros./ Meu corpo viraria sol/ minha mente viraria/ mas só chove/ chove e chove."
Texto escrito por: Higor Cirilo
1º ano D matutino - 2008
_ Papai, papai - gritava Júlia, o meu anjinho, a minha querida filha - Olha aqui esta flor!
_ Que linda! - falei
_ Vamos almoçar, gente.- Ouvi a bela voz de Duda vindo da cozinha, juntamente com aquele excelente cheiro da lasanha que ela trazia.
E era assim todo verão: a gente saía de São Paulo e ia para o campo. Eu tinha um ótimo cargo no Hospital das Clínicas, Duda trabalhava como promôter e a pequena Júlia estudava. Parecia tudo excelente e perfeito.
Chega mais um verão... malas prontas, pegamos a estrada, pois a casa não era muito perto.
Como de costume, na estrada nós cantamos e brincamos. Neste dia estava chovendo. Uma curva... um caminhão na contramão...
Acordei no hospital, dois dias depois, sem me lembrar de nada. Perguntei imediatamente sobre a Duda e Júlia. Havia ao meu lado um médico com um crachá: Dr. João Roberto.
_ Onde estou? Cadê minha mulher e minha filha? - perguntei meio sonolento.
_ O acidente. Não se lembra? - perguntou ele.
Voltam em minha cabeça a música, a chuva, o caminhão e o grito de Duda.
_ Me desculpe, mas...
Eu sabia o que ele iria dizer, pois já havia dito isto algumas vezes. A minha vida tinha acabado. Agora, nem sei o que fazer. Só consigo, em minha memória, ouvir a música com a Duda cantando, em sua última alegria: " Se um dia eu pudesse ver/ meu passado inteiro/ e fizesse parar de chover/ nos primeiros erros./ Meu corpo viraria sol/ minha mente viraria/ mas só chove/ chove e chove."
Texto escrito por: Higor Cirilo
1º ano D matutino - 2008
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