A revisão de texto é muito importante para que você não caia em armadilhas produzidas por si mesmo!
Vejamos alguns pontos que você precisa se atentar na hora de revisar seu texto:
Quanto à estética, observe:
a) Se a letra está legível: não quer dizer “letra bonita”, mas sim a preocupação de gerar entendimento para quem ler o texto.
b) Se há paragrafação: disposição correta dos parágrafos. Estes devem estar bem estruturados e delimitados por pontuação.
c) Se as margens estão regulares: as palavras devem ir até o fim da linha, a não ser que seja um poema.
d) O travessão: se há o espaçamento devido antes da utilização deste.
e) Se há rasuras: o melhor é que elas não existam! Mas caso ocorram, prefira riscar com um só risco o termo errado e colocá-lo entre parênteses. Coloque a palavra correta acima, ou continue a escrever normalmente, caso o erro aconteça no momento da escrita e na folha definitiva.
Quanto à gramática, observe:
a) Ortografia: as palavras estão escritas da maneira correta?
b) Acentuação: há vírgulas em excesso ou falta delas? Há vírgula onde deveria existir ponto final?
c) Concordância verbal e nominal: observe se todos os verbos concordam com seus sujeitos e se os substantivos estão concordando com o artigo, numeral, pronome ou adjetivo que os acompanha.
d) Regência verbal: veja se a regência do verbo está coerente com seu complemento.
e) Colocação pronominal: os pronomes estão posicionados corretamente? Fique atento principalmente aos do caso oblíquo (me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos).
Quanto à estilística, observe:
a) Repetição de palavras, com atenção especial ao pronome “que” e também de ideias: empobrecem o texto.
b) Frases longas: deixam o texto confuso.
c) Se há elementos conectivos: são essenciais para a coesão (mas, porém, contudo, entretanto, etc.)
d) Emprego de palavras ou de argumentos em lugares errados.
Quanto à estrutura, observe:
a) Se há uma ideia central que norteia o texto ou um conflito básico a ser solucionado.
b) Se há uma sequência de fatos enquadrados em uma lógica-temporal.
c) Se há presença dos aspectos do tipo de texto escolhido: dissertação (exposição e defesa de argumentos); narração (conflito e exposição da personagem); descrição (características do local e fatos relatados), e assim por diante.
Por último, veja a conclusão: ela deve ter no máximo cinco linhas e conter de forma resumida o que foi falado com a apresentação de uma solução para o conflito ou de uma opinião sobre o que foi exposto.
Por Sabrina Vilarinho
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Língua afiada
Faço aqui, um repasse de uma matéria muito interessante. Expressões coloquiais, que transgridem a norma culta de nossa língua.
A cada semana Língua Afiada traz dicas novas para você não errar mais. Várias foram pesquisadas no site www.curso-objetivo.com.br, onde há uma infinidade de esclarecimentos sobre a Língua Portuguesa. Outras vêm dos fatos que são observados no dia-a-dia e que valem a pena ser trabalhados nesta coluna. Por exemplo: não existem quartas-de-finais e sim quartas-de-final, já que a final de um campeonato é uma só. Aliás final é uma expressão que cabe a esse tipo de situação, bem como juízo final, arte-final. Em outras o ideal é usar fim, ou seja, fim de semana, fim de ano, fim de século. Uma pessoa não vive às custas de outra, mas à custa. Um curso não é gratuíto, mas gratuito. Não existe perca de tempo, mas perda e, assim, sucessivamente.
A cada semana Língua Afiada traz dicas novas para você não errar mais. Várias foram pesquisadas no site www.curso-objetivo.com.br, onde há uma infinidade de esclarecimentos sobre a Língua Portuguesa. Outras vêm dos fatos que são observados no dia-a-dia e que valem a pena ser trabalhados nesta coluna. Por exemplo: não existem quartas-de-finais e sim quartas-de-final, já que a final de um campeonato é uma só. Aliás final é uma expressão que cabe a esse tipo de situação, bem como juízo final, arte-final. Em outras o ideal é usar fim, ou seja, fim de semana, fim de ano, fim de século. Uma pessoa não vive às custas de outra, mas à custa. Um curso não é gratuíto, mas gratuito. Não existe perca de tempo, mas perda e, assim, sucessivamente.
Nada haver ou nada a ver ?
A forma das locuções é não ter nada (ou ter tudo) a ver (ou que ver) com ... Usa-se também de forma absoluta: ter tudo a (que) ver, não ter nada a (que) ver. São coloquialismos brasileiros, pouco presentes na linguagem escrita.
Meu óculos quebrou ou
Meus óculos quebraram?
Têm-se vulgarizado no português coloquial brasileiro as formas meu óculos, um óculos, o que constitui discordância de número. Assim, segundo a norma culta da língua portuguesa, são corretas as formas: Meus óculos quebraram; Aquela loja vende uns óculos bons; Encontrou um par de óculos.
Venda à prazo ou
Venda a prazo?
Como a crase é a contração da preposição a com o artigo feminino a, não se usa crase diante de palavras masculinas: a prazo, a pé, a cavalo, a lápis. Nessas expressões, o a é simplesmente preposição. A exceção se dá quando está subentendida a palavra moda: Escrevia à (moda de) Machado de Assis, Usava salto à (moda de) Luís XV.
Coisas que o dinheiro não trás ou
não traz?
Na conjugação do verbo trazer nunca ocorre s: Coisas que o dinheiro não traz. Com s e acento agudo se escreve a preposição ou advérbio trás e, portanto, atrás, atraso, atrasar: banco de trás, andar atrás de algo, chegar atrasado.
Vive às custas do irmão ou
à custa do irmão?
A expressão à custa de significa “com recursos ou dinheiro de; a expensas de; com o sacrifício de; por meio de”: Vive à custa do irmão; Estudou à custa da mãe; Só obedece à custa de pancadas. Custas, no plural, tem um sentido específico na linguagem jurídica – “despesas feitas em processo judicial”: O réu foi condenado a pagar as custas do processo.
A nível de diretoria ou
Em nível de diretoria?
Em nível de diretoria é o melhor, pois a preposição a não deve ser usada para indicar “lugar em”. A expressão a nível de é um galicismo (ou seja, é imitada do francês) e tem sido empregada abusivamente, aplicada a situações em que é totalmente impróprio falar de níveis, ou seja, de planos ou alturas relativas, ainda que se trate de metáfora. Assim, é descabido dizer coisas como A nível de escola, ela tem tido sucesso. Mais adequado seria dizer Na escola ela tem tido sucesso ou ela tem tido sucesso nos estudos.
Se você o ver ou
Se você o vir?
O futuro do subjuntivo (se eu comprar, quando ele for) forma-se a partir do pretérito perfeito do indicativo. Encontra-se o radical do perfeito retirando-se a terminação –ste da segunda pessoa do singular. No caso do verbo ser, o perfeito é fui, fo-ste. Daí o futuro do subjuntivo (quando/se eu) fo-r, (tu) fo-res, (ele) fo-r, (nós) fo-rmos, (vós) fo-rdes, (eles) fo-rem. No caso de ver, o perfeito é vi, vi-ste. Daí o futuro do subjuntivo vi-r, vi-res, vi-r, vi-rmos, vi-rdes, vi-rem. Quanto ao verbo vir, cujo perfeito é vim, vie-ste, o futuro do subjuntivo é vier, vieres... Assim, o correto é se você o vir; quando eu vier; quando ele disser; se eles estiverem.
Foi vaiado pelas milhares de pessoas presentes ou
pelos milhares de pessoas presentes?
Milhar e milhão são palavras do gênero masculino e não admitem concordância no feminino: Foi vaiado pelos milhares de pessoas presentes; Eram textos cujos milhões de palavras nada diziam; A campanha propunha-se a combater a fome dos milhões de crianças subnutridas daquele país.
Festa começa às 8:00hr ou
às 8h?
As abreviaturas do sistema métrico não têm plural nem são seguidas de ponto. Assim: 8h, 2km, 5m, 10kg.
Estou quites com ele ou
Estou quite com ele?
Quite é adjetivo (particípio de quitar, cuja forma regular é quitado); portanto, deve concordar com a palavra a que se refere: Paulo está quite com Pedro. Eles estão quites. O uso indiscriminado de quites é hiperurbanístico.
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